sábado, 29 de novembro de 2008


Fernandes, Eda Conte. Qualidade de Vida no Trabalho
Salvador, BA: Casa da Qualidade, 1996

Resenha dos capítulos 2 e 3 (pág. 35 a 57)

A QVT não deveria ser um modismo, pois pode ser utilizada para que as empresas renovem sua gestão de pessoal e com isso eleve o nível de satisfação de seus funcionários aumentando assim sua produtividade. De acordo com o livro a QVT vem sendo discutida há anos, mas parece que atualmente tem sido mais difundida e buscada por algumas empresas. Portanto deixou de ser modismo, apesar de ainda ser um movimento muito tímido como vimos na entrevista anterior. Evidentemente que a empresa que implantar um programa de QVT não estará resolvendo todos os seus problemas de produtividade e nem acabando com todo tipo de insatisfação de seus empregados, mas ao melhorar a qualidade de vida das pessoas com certeza terá maior comprometimento conseguindo melhores resultados. Ao se pensar em qualidade de vida pensamos, normalmente em melhorias nas condições físicas e de instalações, atendimento a reivindicações salariais, redução da jornada de trabalho, etc., medidas que teria custo para as empresas, o que gera certa resistência das empresas ao programa de QVT.
Em programas de qualidade o cliente (consumidor) é o rei e por isso tem que ser muito bem tratado. E para que isso aconteça é necessário que a empresa proporcione o bem estar de seus empregados para que eles possam atender bem seus clientes, pois num mundo globalizado o diferencial é o atendimento.
A autora expõe alguns conceitos de QVT, pois não existe um consenso em sua definição. Então ela conclui que: “O conceito engloba, além de atos legislativos que protegem o trabalhador, o atendimento a necessidades e aspirações humanas, calcado na idéia de humanização do trabalho e na responsabilidade social da empresa. Para maior entendimento desta conceituação explicite-se que QVT deve ser considerada como uma gestão dinâmica porque as organizações e as pessoas mudam constantemente e é contingencial porque depende da realidade de cada empresa no contexto em que está inserida. Além disso, pouco resolve atentar-se para fatores físicos, pois aspectos sociológicos e psicológicos interferem igualmente na satisfação dos indivíduos em situação de trabalho; sem deixar de considerar os aspectos tecnológicos da organização do próprio trabalho que, em conjunto, afetam a cultura e interferem no clima organizacional com reflexos na produtividade e na satisfação dos empregados”.
Indicadores fundamentais de qualidade de vida no trabalho seriam: econômico, político, psicológico e sociológico.

Econômico
: equidade salarial e equidade no tratamento recebido;
Político
: conceito de segurança no emprego, o direito a trabalhar e não ser discriminatoriamente dispensado;
Psicológico
: conceito de autorealizacão; e
Sociológico
: conceito de participação ativa em decisões diretamente relacionadas com o processo de trabalho, com a forma de executar as tarefas, com a distribuição de responsabilidade dentro da equipe.
Essas abordagens sobre a qualidade de vida no trabalho seria uma nova visão dos estudos sobre satisfação e motivação.

TÁTICAS DE RH PARA AS MÉDIAS EMPRESAS, por Jansen de Queiroz Ferreira, administrador e economista, consultor. Em 28 de outubro de 2008 às 18:36

http://www.administradores.com.br/artigos/taticas_de_rh_para_as_medias_empresas/25995/

A cultura brasileira ainda se caracteriza por forte traço autoritário-paternalista – comando-controle - que reduz a capacidade dos indivíduos de aceitar posições de liderança responsável e conseqüente e de até mesmo desenvolver atitude de auto-respeito e colaborativa. As organizações preferem de forma conscientizada ou não os “normais”, - entenda-se: os acomodados, não questionadores – aos criativos, aos inovadores.
A maioria de nós age com total desprezo pela individualidade e não percebe ou se percebe se deixa levar pelas sensações de perda de parcela ínfima de poder ou de prestigio ou outras sensações assemelhadas. Nisto reside a baixa produtividade, desinteresse, ausência de cooperação e da tão falada motivação. Todos perdem a organização perde dinheiro, produtividade, competitividade, clientes, gera menos empregos e nós perdemos nossos empregos, nosso tempo de lazer e de convivência com a família. Vem então a brilhante idéia: o órgão mais fraco do Ser Humano é o bolso. Então se adota, com freqüência, o dito ultrapassado sistema de recompensa ou castigo. Reduzindo a complexa e rica natureza humana a uma pobre e simplista relação de estímulo financeiro.
O essencial é manter sempre presente que pequeno ou médio é o porte circunstancial da empresa e não, necessariamente, os talentos que a compõem. Para isso, contribui de forma definitiva a postura das suas lideranças. Aqui cabe lembrar: a organização é o reflexo das crenças e valores do seu presidente, mas, este, necessita legitimar suas decisões junto ao grupo para manter seu empreendimento. E quando não confere importância a esta relação de poder, não forma equipe e conseqüentemente amplia seu risco de insucesso empresarial.

Análise crítica:

O artigo mostra como é importante valorizar a individualidade, a criatividade, ou seja, a participação dos empregados para com isso elevarem sua satisfação e consequentemente a produtividade e a competitividade da empresa. É citado no artigo como crítica o sistema de recompensas de forma isolada, mas no livro esse sistema aparece como um dos indicadores de QVT que para mim está certo, pois o trabalhador quer ser reconhecido por seus talentos, mas também quer ser valorizado e receber uma recompensa justa. O artigo generaliza as empresas de pequeno e médio porte, já o livro pondera que as organizações e as pessoas mudam constantemente e cada organização está inserida em um contexto, portanto não se pode generalizar. Então cada organização através do setor de recursos humanos deve ouvir seus funcionários para que, de forma organizada, possa aproveitar o potencial de cada um. Para que exista uma melhora na qualidade de vida dos trabalhadores não deve existir um gerenciamento centrado no proprietário e sim gerenciamento participativo, onde as decisões da administração sejam legitimadas junto à equipe.


Fernandes, Eda Conte. Qualidade de Vida no Trabalho
Salvador, BA: Casa da Qualidade, 1996

Resenha do capítulo 1 (pág. 21 a 34)

A autora inicia seu trabalho falando sobre o programa de qualidade total, que era o que estava na moda no ano que este livro foi escrito. Ela apresenta o tema da qualidade total como um desafio para as empresas, pois para se atingir as metas organizacionais é preciso difundir a responsabilidade o comprometimento com as metas da qualidade, base da produtividade e competitividade. Não basta simplesmente aquisição de equipamentos, tecnologia avançada, melhoria nas instalações físicas é necessário, também melhoria no quadro funcional em termos de treinamento para a qualidade. Portanto é necessário que tenha como foco a possibilidade de organização a partir dos locais de trabalho, de forma a possibilitar uma discussão democrática e igualitária, visando submeter questões ligadas à competitividade/ produtividade e qualidade do produto à qualidade do trabalho e à defesa da vida e da saúde no trabalho.

Para que se obtenha sucesso em um programa de qualidade é necessário o envolvimento, a mobilização desde o faxineiro, até o administrador da empresa. Todos os empregados devem ser agentes da qualidade, sem distinção de cargo ou nível hierárquico, afinal o elemento humano é o fator diferencial da competitividade empresarial. O ativo mais importante de uma empresa é o seu capital intelectual, representado pelo talento, criatividade, conhecimentos e habilidades de seus empregados. Ressalte-se que a idéia de QVT envolve questões ligadas às novas tecnologias e seu impacto para a saúde e o meio ambiente; aos salários, incentivos e participação nos lucros das empresas; à criatividade, autonomia, grau de controle e quantidade de poder dos trabalhadores sobre o processo de trabalho.

Quanto à participação dos empregados, normalmente as empresas adotam sistemas para ouvir seu público interno para avaliar medidas ou benefícios, sem uma estratégia para a melhoria da gestão de pessoas. E também, a maioria dos empregados não está acostumada a participar e, por outro lado as chefias não estão preparadas para acolher essa participação. Portanto, é necessário um aprendizado como em todo processo. Para isso é indispensável que os empregados tenham interesse e sejam motivados a participar para que o programa QVT deixe de ser um discurso para se tornar realidade e que o trabalhador tenha maior participação na empresa, na perspectiva de tornar o trabalho mais humanizado. Por isso é necessário um (re)planejamento do trabalho em que a gestão participativa seja real, com verdadeiros canais coletivos de negociação - capital-trabalho, visando à resolução dos conflitos/contradições de interesses.
O setor de recursos humanos tem papel importante no desenvolvimento de programas de qualidade, permitindo a manutenção do processo de melhoria através da educação e do treinamento do pessoal.

A saúde das pessoas afeta as empresas
http://www.rh.com.br/ler.php?cod=5057&org=2
Patrícia Bispo (Entrevista com Giles Balbinott, engenheiro e mestre em ergonomia. Autor do livro “A Ergonomia como Princípio e Prática nas Empresas”)

A preocupação com a QVT (Qualidade de Vida dos Trabalhados) ganha cada vez mais destaque nos debates corporativos, afinal a saúde dos trabalhadores está diretamente relacionada à “saúde da empresa”. Mesmo diante dessa constatação de que pessoas saudáveis são capazes de fortalecer a competitividade organizacional, segundo pesquisa realizada pela USP, apenas 4% das empresas brasileiras mantêm programas de qualidade de vida para seus funcionários. Isso reflete diretamente na economia empresarial, pois em 2002, totalizou-se US$ 76 bilhões/ano (cerca de 3% do Produto Interno Bruto brasileiro) – em prejuízos acumulados nos países da América Latina e Caribe, por causa de acidentes fatais no trabalho ou seqüelas provocadas por acidentes, muitos deles decorrentes das más condições de trabalho. “Estudos apontam que 128% correspondem ao percentual em que o Brasil está acima da taxa de mortalidade causada por acidentes de trabalho em comparação com países de economia estável como Espanha, Estados Unidos, Japão, Canadá e França, segundo estudo da OIT (Organização Internacional de Trabalho), apresentado em 2001”, afirma, Giles Balbinott. Ele diz, também que a ergonomia vai além das exigências físicas e inclui, pelo menos, três aspectos: físico, cognitivo e psíquico onde cada um deles pode determinar uma sobrecarga no profissional.

Análise crítica

A entrevista vem confirmar o que foi exposto no livro, apesar de ter sido escrito a mais de dez anos o tema continua sendo discutido e é bem atual. O livro expõe superficialmente, nesse primeiro capítulo, a questão de que a produtividade e competitividade são altamente influenciadas pela qualidade de vida dos empregados. A entrevista trata da influência da ergonomia na QVT e na produtividade e competitividade das empresas, Giles Balbinott diz que “A correspondência entre produtividade e qualidade de vida é biunívoca e diretamente proporcional, isto é, qualidade de vida alta, valores de produtividade também altos, baixa qualidade de vida provocará baixos índices de produtividade”. Mas, apesar disso tudo já ter sido estudado e comprovado as empresas ainda apresentam um investimento muito tímido em ergonomia e qualidade de vida no trabalho. Podemos observar pelos números oficiais sobre programas de ergonomia, QVT – qualidade de vida no trabalho, e número de acidentes de trabalho.
O setor de recursos humanos citado no livro como importante para implementação e treinamento dos empregados para a qualidade, também na entrevista é considerado como o responsável pela implementação e manutenção da boa ergonomia nos postos de trabalho.
O livro está um pouco defasado pelo tempo que foi escrito, a entrevista é muito boa e nos mostra a importância da ergonomia no local de trabalho, mas têm vários outros aspectos que influenciam na qualidade de vida no trabalho e que veremos no decorrer desse trabalho.



sábado, 17 de maio de 2008

As Ns maneiras de cobrar produtividade e aumentar a qualidade de vida dos funcionários

Resumo:

Notícia publicada no site Segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Paloma Oliveira – Karina Almeida em 14 de maio de2008.
http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6128&Itemid=1

Esta notícia mostra que antes de pensar em programas de qualidade de vida as empresas devem pensar o que é qualidade de vida para a empresa e seus colaboradores e ainda se a getão está preparada para essas mudanças.
Existem duas grandes frentes para que se promova a qualidade de vida no trabalho: a primeira é a parte física e a segunda é a parte psicológica. As necessidades fisiológicas e de segurança são as mais fáceis de serem atendidas, pois são necessidades básicas e na grande maioria é algo tangível: conforto no ambiente de trabalho (ergometria), alongamento e massagem (para aliviar estresse físico), áreas de relaxamento, melhor transporte, refeitórios atrativos (boa comida e visual), etc.Mas de nada adianta se a gestão nas empresas não foi devidamente preparada para lidar com as pessoas e as novas demandas que surgirão com a implantação dos programas, pois as pessoas com o passar do tempo vão se tornando mais críticas e mais exigentes, de seus direitos e de seus anseios. Enfim, toda mudança cultural deve ser muito bem planejada e executada com um acompanhamento muito próximo da área encarregada pelo projeto para poder fazer os ajustes necessários para o sucesso do programa.

Reflexão:

Reportagem bem elaborada, começa mostrando como o assunto, qualidade de vida no trabalho, está sendo tratado na atualidade e se desenvolve mostrando a importância que representa o bem estar dos colaboradores da empresa em todas a perspectivas principalmente em resultados e produtividade. Mostra que não basta cuidar apenas do físico, mas também do psicológico. É uma reportagem relativamente pequena, mas que mostra bem o que se propôs no início e é de fácil entendimento e compreensão, ou seja, é uma reportagem "light", interessante, boa de se ler.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A importância do trabalhador cuidar de sua saúde

Notícia no jornal Paraná On Line, em 30.04.2008
http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=344364&caderno=23

Resumo

A reportagem mostra que, devido a forte concorrência na busca de um emprego, os trabalhadores ao conseguirem uma vaga, nem se preocupam em saber como aquela empresa cuida da saúde de seus funcionários. O que importa no momento é estar empregado.
"Segundo a fisioterapeuta Ana Carolina Chaves e Silva, a falta de orientação e prevenção não é a única culpada, pois os trabalhadores vivem num ambiente de forte pressão, alta competitividade e instabilidade no emprego, e que dentre as enfermidades mais comuns estão as lesões por esforço repetitivo ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (LER/Dort), as quais correspondem a 80% das doenças ocupacionais registradas no Brasil."
O Anuário Estatístico da Previdência Social de 2006, último publicado pelo INSS, mostra que número de mortes relacionadas ao trabalho diminuiu 2,5%, em relação ao ano anterior. Entretanto, os acidentes de trabalho aumentaram e ultrapassaram os 500 mil casos, somando os típicos, os de trajeto e as doenças ocupacionais.
Para diminuir esses números, as empresas estão contratando profissionais capacitados para garantir o máximo de segurança no seu ambiente de trabalho. Esses profissionais, além de fiscalizar , também tem o papel de educar os funcionários para agirem de forma preventiva.

Reflexão

A reportagem é um pouco confusa começa falando sobre a competividade e a dificuldade atual de se conseguir um emprego, e depois mistura vários assuntos. Aborda questões como postura, moléstias relacionadas com o trabalho, mas não explica qual seria essa relação. Fala sobre a LER/DORT, mas não esclarece as causas dessas doenças.
Dá um exemplo de uma profissional de marketing que trabalha em casa, mas não fundamenta o exemplo para a compreensão da importância de se ter um ambiente confortável e seguro para garantir a qualidade de vida do trabalhador. O exemplo, que poderia ser uma importante ilustração, se perdeu no texto sem acrescentar muito para o entendimento do leitor.
Então, passa a falar sobre doenças respiratórias, depois mortes e acidentes no trabalho, leis trabalhistas e por fim enumera algumas causas de preocupação.
Enfim, o texto abordou vários assuntos e não se aprofundou em nenhum , deixando tudo muito vago, até o título da matéria perdeu o sentido.



domingo, 27 de abril de 2008

Flexibilidade no trabalho melhora produtividade e saúde dos funcionários


Em 25/04/2008, em notícias da globo.com, G1/ciência e saúde/psicologia, sem assinatura, http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL426307-5603,00-FLEXIBILIDADE+NO+TRABALHO+MELHORA+PRODUTIVIDADE+E+SAUDE+DOS+FUNCIONARIOS.html

Resumo da matéria


A reportagem fala sobre pesquisa feita pela Faculdade de Medicina da Universidade Wake Forest, em Winston-Salem (Carolina do Norte) , segundo os pesquisadores a flexibilidade da condições de trabalho representa um fator fundamental para manter os funcionários satisfeitos, produtivos e leais a sua empresa. A flexibilidade nos locais de trabalho diz respeito à capacidade dos empregados de modificar o local, o momento e a duração de suas tarefas. Os pesquisadores analisaram os cadastros com informações sobre a saúde fornecidos por 3.193 funcionários de uma grande empresa farmacêutica. E concluíram que a diminuição da flexibilidade mostrou-se relacionada com uma redução do comprometimento pessoal com o emprego, mas teve pouco impacto na freqüência das faltas. Já oferecer uma variedade de situações alternativas de trabalho e treinar os gerentes e supervisores para serem compreensivos quanto às demandas da vida pessoal de seus funcionários podem ajudar a criar uma cultura de flexibilidade, acrescentaram os pesquisadores.

Reflexão

A reportagem sem assinatura me parece um pouco fantasiosa, talvez, não a reportagem, mas a pesquisa. Em nome de qualidade de vida no trabalho, já estariam exagerando um pouco, pois para uma flexibilidade da forma proposta pela pesquisa, os funcionários já teriam que ser muito comprometidos com a empresa. Imaginem que as empresas tivessem essa flexibilidade, eu acho que viraria bagunça, pois a empresa precisa ter controle sobre seu quadro de funcionários.
"A flexibilidade nos locais de trabalho diz respeito à capacidade dos empregados de modificar o local, o momento e a duração de suas tarefas." E se em determinado dia os funcionários de um setor resolvessem que: "hoje não é o momento para trabalhar", e as tarefas que ninguém gosta de fazer, mas que tem que ser feitas.
É inegável a necessidade de termos qualidade de vida no trabalho, mas precisamos pensar, também, na saúde das empresas da qual tiramos nosso sustento.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Qualidade de Vida e Trabalho

Qualidade de Vida e Trabalho por Elaine Reis, em 26.03.2008, em
www.folhadaregiao.com.br/noticia?87837&PHPSESSID=2f1ef7915731d8f

Resumo da matéria

A qualidade de vida passou a ser discutida também nos tribunais do Judiciário brasileiro através de ações pleiteando danos morais por doenças adquiridas em ambiente de trabalho. A falta de lazer e a rotina quase que exclusiva de trabalho tem gerado um sentimento e até o conceito de que é o trabalho e não uma rotina de vida viciada que produz inúmeras doenças.
A fibromialgia, por exemplo, que acreditava-se ser causada por movimentos repetitivos, peso e excesso de esforço, que causariam inflamações e dor, descobriu-se que tais fatores não desencadeiam a doença e que inexiste qualquer inflamação no diagnóstico da fibromialgia. Isso nos leva a concluir que o não-investimento pessoal na qualidade de vida leva ao surgimento de doenças que não são laborais, mas com reflexos no trabalho.
Portanto, em muitos casos não são as empresas ou as atividades laborais, mas sim a qualidade de vida dos trabalhadores, seus hábitos e sedentarismo que desencadeiam doenças diversas.
Conclui-se que os trabalhadores devem estar atentos a sua qualidade de vida, investindo em lazer e atividades relaxantes, pois não será o pagamento de indenizações trabalhistas a cura para as dores, sejam físicas ou morais.

Reflexão:

A autora, advogada trabalhista do Peixoto e Cury Advogados, em São Paulo, mostra o tema qualidade de vida no trabalho por um outro prisma. Na verdade, estamos acostumados a enxergar o lado do trabalhador, mas sem levarmos em consideração esses aspectos expostos pela autora. Atualmente estamos tão preocupados com tantas coisas, até mesmo além do trabalho, que nos esquecemos de cuidar de nosso lazer . E a autora nos mostra, de forma crítica, que não adianta a empresa investir em qualidade de vida no trabalho se o trabalhador não aproveita esses investimentos, e ainda, não cuida da qualidade de vida fora do trabalho continuando com o sedentarismo e falta de laser em sua vida particular.
Portanto é necessário que as empresas invistam na qualidade de vida de seus colaboradores, mas é preciso que tais colaboradores, também, se sintam responsáveis pela sua qualidade de vida.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

DEPRESSÃO IGNORADA

Depressão Ignorada, Por Beatriz Araújo de Castro Rangel, em 31.03.2008, em http://www.rh.com.br/ler.php?cod=5010&org=2

Resumo da matéria:
A depressão, uma doença que assola 40% da massa de trabalhadores, deve ser contra atacada pelos recursos humanos das corporações. Apesar de proporcionarem atividades importantes como ginásticas laborais e outros eventos de integração não se pode ignorar o prejuízo que a depressão pode causar a corporação. A depressão causa falta de interesse, baixa produtividade, dificuldade de relacionamento e em alguns casos excesso de afastamento do trabalho. Em estudo realizado pela ABRAPA(Associação Brasileira de Transtornos Afetivos) 72% dos deprimidos não reconhecem os sintomas e 44% dos que desenvolvem a doença continuam a se arrastar pelos escritórios e linhas de produção. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a depressão é a segunda causa de incapacidade no trabalho e, até 2020, deve estar na ponta da lista, e o pior a doença aparece entre os 20 e 40 anos, no auge da vida profissional.

Reflexão:
A autora, médica psiquiátrica e psicoterapeuta, dá a sua opinião de como deve ser tratada a questão pela área de recursos humanos das corporações. Ela dá uma idéia de como a depressão pode afetar uma organização, tanto na perda da mão de obra, como em gastos com a saúde de seus colaboradores. Ela trata o tema com imparcialidade, reconhecendo inclusive as atitudes de melhoria de qualidade de vida tomadas pelo recursos humanos, mas enfatiza que é necessário que se faça muito mais para enfrentar essa doença. Num ambiente de trabalho altamente competitivo e sobre várias formas de pressão, a depressão não escolhe suas vítimas por idade, hierarquia ou profissão, portanto deve ser tratada com objetividade e sem preconceitos pelos profissionais da área.